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A importância de sistemas de produção mais resistentes às mudanças climáticas - Banner

A importância de sistemas de produção mais resistentes às mudanças climáticas.

Desde 1950 têm sido observadas alterações no clima. Com o crescente aquecimento da atmosfera e das águas dos oceanos, as camadas de gelo e neve diminuíram e o nível dos oceanos vem subindo. Caso os níveis de emissão de gases do efeito estufa permaneçam, a temperatura da Terra poderá aumentar mais de 5 graus centígrados até 2.100.

Neste cenário, a agricultura tem seu papel de importância: ao mesmo tempo em que é uma atividade que emite gases do efeito estufa, contribuindo para o aquecimento global, ela própria também é afetada pelas mudanças no clima, criando assim a necessidade de haver o contínuo desenvolvimento de inovações no setor para minimizar os efeitos negativos do clima nos cultivos e nas criações com a adoção de sistemas mais sustentáveis.

No Brasil, recursos vêm sendo investidos tanto na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e produtos quanto no aperfeiçoamento de práticas tradicionais de manejo. Dentre as principais ações, podemos citar o sistema de plantio direto, os manejos integrados de pragas e doenças, a irrigação inteligente, a agricultura de precisão, o uso mais eficiente do nitrogênio, o desenvolvimento de novas variedades com maior tolerância a condições climáticas adversas, a agricultura orgânica e os sistemas integrados de produção.

Estes, em suas diferentes modalidades – Integração Lavoura-Pecuária (ILP), Integração Lavoura-Floresta (ILF), Integração Pecuária-Floresta (IPF) e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) – combinam variadas formas produtivas dentro de uma mesma área, gerando benefícios mútuos. Dentre as principais vantagens destes sistemas estão a manutenção da biodiversidade, o aumento do bem-estar animal, a melhoria das qualidades do solo, a redução da sazonalidade do uso da mão de obra, a maior eficiência na utilização dos recursos, a diversificação da produção, a diminuição das emissões de gases causadores do efeito estufa e o aumento da renda líquida para o produtor.

Trata-se de um caminho sem volta. Prova disso é que hoje, além de haver cerca de 14 milhões de hectares com algum modelo de integração no Brasil, estamos assistindo a um crescimento em torno de 10% ao ano, grande parte em consequência do avanço das pesquisas e do melhor conhecimento acerca dos diferentes arranjos produtivos.

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Fontes:

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