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Informação é um insumo precioso em qualquer fazenda

É impossível melhorar aquilo que não se mede. A cada dia essa máxima faz mais sentido para as atividades agropecuárias, pois o sucesso das fazendas depende diretamente da mensuração dos resultados de produtividade em comparação com o que foi planejado. Essa análise, que dá a direção aos produtores, só é possível se houver eficiência na gestão de dados da propriedade.

No caso das lavouras, deve-se conhecer as condições do solo, identificar as sementes que melhor se adequam às condições da região, saber quais os cuidados mais importantes para assegurar o bom desenvolvimento das plantas e quais os riscos de perdas. Dados assim ajudam a definir os investimentos em equipamentos, insumos, mão de obra e em diversos outros fatores.
A tomada de decisão do produtor vem da captação, processamento e análise dessas informações, seja pelo próprio conhecimento, seja pela assessoria de profissionais especializados. Ou, como vem se tornando cada vez mais comum, com o suporte da tecnologia, por meio de softwares de gestão que ainda sugerem o que deve ser feito.

A precisão na coleta dos dados é o ponto mais importante, pois a qualidade desta “matéria-prima” determina a assertividade das escolhas do produtor e a evolução das cadeias agropecuárias. É o caso da cotonicultura brasileira onde, através do programa de certificação Algodão Brasileiro Responsável (ABR) são avaliados dados de 147 quesitos abrangendo todas as etapas do ciclo de produção. O primor na apuração das informações garante não só a credibilidade junto ao mercado internacional como também impacta no desempenho da produtividade e da qualidade da lavoura. Um dos reflexos deste programa poderá ser notado no próximo ano, no qual é esperado uma safra recorde de mais de 2 milhões de toneladas de algodão em pluma, o que pode levar o Brasil a ganhar uma posição no ranking dos países exportadores, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Na pecuária não é diferente, a exemplo do crescimento nas vendas de sêmen bovino (raças de corte e leite) no primeiro semestre deste ano, que superaram em 9% o registrado no mesmo período de 2017, segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). Neste caso, a definição da melhor inseminação passa pela análise dos dados sobre os pontos positivos e negativos do rebanho. “E uma tecnologia puxa outra, inclusive com melhor controle de nutrição e sanidade”, afirma o presidente da entidade, Sergio Saud.

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