Ir para o conteúdo

Notícias

A utilização do controle biológico na agropecuária

A utilização do controle biológico na agropecuária

Uma pequena vespa sobrevoa uma plantação de milho. Para se reproduzir, ela precisa de um ambiente seguro para os seus ovos: o interior de uma lagarta. Em outro canto, numa criação de gado, um besouro faz a festa com o esterco do boi. O prêmio para o inseto é encontrar pequenos ovos de mosca nas fezes, que é um ótimo alimento para ele e a sua prole. A vespa e o besouro são exemplos clássicos de como é fácil encontrar inimigos naturais para diversas pragas e doenças que incidem sobre a agricultura e a pecuária no Brasil.

Chamamos de controle biológico quando este instinto é utilizado de maneira intencional, visando diminuir ou eliminar uma população de microrganismos nocivos a uma determinada cultura ou espécie animal. Hoje, o procedimento é tido como uma das ferramentas essenciais do Manejo Integrado de Pragas (MIP). A tecnologia tem se tornado um dos grandes braços do MIP por reduzir aplicações de agroquímicos - que muitas vezes causam a resistência das pragas e doenças -, e, ao mesmo tempo, por contribuir para o aumento na eficiência do controle como um todo.

A vespa é um modelo clássico. Já faz um bom tempo ela vem sendo utilizada no combate à lagarta-do-cartucho, uma das principais pragas do milho, podendo hoje ser distribuída nas plantações até por drones. Já o besouro, o rola-bosta, além de eliminar a mosca-do-chifre, aduba o pasto, pois vai enterrando no solo o esterco carregado por ele. Estes são só alguns exemplos, mas as a lista de agentes de controle biológico é vasta, existindo cerca de 250 produtos registrados no Brasil pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Rápida expansão
Só no ano passado, houve a inclusão de 52 novos produtos, a maior média desde 1991, quando foi liberado o primeiro controle biológico do país. A área tratada chegou a mais de dez milhões de hectares, segundo um estudo encomendado pela Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio). Entre as culturas mais visadas estão a soja, a cana, o café, as hortaliças e as frutas. Trata-se de um mercado que movimenta cerca de R$ 528 milhões ao ano. Com o avanço da agricultura digital e da integração entre as várias formas de manejo, é certo que o controle biológico irá se tornar uma ferramenta cada vez mais disponível para o produtor brasileiro, contribuindo de maneira decisiva para a melhoria da qualidade dos produtos agrícolas, redução da poluição ambiental e, consequentemente, para a sustentabilidade dos ecossistemas.

Fontes:

*Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)

*Site Notícias Agrícolas


Voltar ao topo